
Então, pintei de azul os meus sapatos por não poder de azul pintar as ruas,depois, vesti meus gestos insensatos e colori as minhas mãos e as tuas.Para extinguir em nós o azul ausente e aprisionar no azul as coisas gratas,enfim, nós derramamos simplesmente azul sobre os vestidos e as gravatas.E afogados em nós, nem nos lembramos que no excesso que havia em nosso espaço pudesse haver de azul também cansaço.E perdidos de azul nos contemplamos e vimos que entre nós nascia um sul vertiginosamente azul.
Azul.
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