
Vieste do mar, meu búzio d’areia
E trazias no regaço um mar d’história
Corpo de sargaço, corpo de sereia.
Num tempo de fadas sem memória
A praia do teu ventre d’água revelada
Encontrou-se nas areias dos meus pés
Cantando a noite e a doce madrugada
No bailado suave das águas das marés
Tomei-te na alma como quem diz
És tudo o que sempre sonhei
És tudo que eu sempre quis
Tomei-te no corpo, tua alma amei
Foi sempre isto que me fez feliz
Memória do mar que te lembrei
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