
Eu carrego nas asas
Meus dias
Minhas noites
Meus sóis
Minhas sombras
Meu mundo
Minhas pessoas
Meus sonhos
Meus medos
Ás vezes acho meu fardo pesado demais...
Mas dizem que nos é dado aquilo que pudemos suportar.
Me sinto pequena
Diante de tudo que carrego
E suporto
Muitas vezes calada
Sozinha
Assustada
Mas mesmo assim insisto em voar
E levo adiante meu destino
Vou com elas.
Duas
Nunca três ou cinco
Sempre duas
Sempre irmanadas e companheiras
Sempre aliadas e cúmplices de vôo
Asas...
Não são elas os maiores convites a sonhar?
A pensar?
A voar?
Vou onde meu pensamento me levar
Se elas me foram dadas
É um disperdício não voar e arriscar
Sou uma criatura alada das alturas...
Uma criatura liberada.
Vou me atirar no precipício da imaginação
E acreditar que ser o que sou
Me levará as alturas.
Voem!
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